Nissan Leaf: o carro eléctrico com baterias portuguesas

Nissan Leaf: o carro eléctrico com baterias portuguesas

2 de Agosto de 2009 às 19:10 por em Tecnologia
 

A Nissan apresentou ontem no Japão o seu carro totalmente eléctrico. O nome com que os engenheiros da marca nipónica baptizaram aquele que é uma das grandes esperanças da nova geração de veículos automóveis, é precisamente Nissan Leaf, folha em português, conotação directa com o seu carácter amigo do ambiente. Portugal é um dos países que assinou um protocolo com a marca nipónica para a introdução do Leaf.

Em princípio, o Nissan Leaf estará disponível para os consumidores portugueses no início de 2011, muito pouco tempo depois do carro eléctrico da Nissan chegar ao automobilistas do Japão e dos EUA.

Nissan Leaf

Muitas dessas unidades a serem comercializadas na América, na Ásia e também aqui na Europa levarão com elas as baterias eléctricas de iões de Lítio que serão produzidas numa fábrica de localização ainda por anunciar, em território português. Portugal ganhou uma das duas fábricas na Europa que a Nissan vai construir, e segundo um site especializado no tema, Estarreja ou Sines são as localizações mais prováveis para estas unidades serem implementadas.

À partida o Nissan Leaf concorrerá com o i-Miev da Mitsubishi, por sinal um outro construtor asiático. O i-Miev deverá chegar mais cedo ainda que o próprio Leaf.

Portugal vai assistir nos próximos tempos à construção de um completa de mobilidade eléctrica, que permitirá aos possuidores dos futuros veículos completamente eléctricos – não confundir com os actuais híbridos – um abastecimento cómodo e bastante disseminado pelo país, à semelhança do actual abastecimento de combustível à base de petróleo, como gasolina e gasóleo.

Já são parceiros nesta rede diversas empresas detentoras de postos de combustíveis – a Galp – e de centros comerciais – Sonae e Jerónimo Martins, entre outras para além dos municípios de todas as capitais de distrito do país. Mas a grande vantagem poderá ser poder carregá-lo na própria garagem.

Porventura a maior fraqueza destes novos veículos, que serão alvo de generosos benefícios fiscais, será a sua ainda reduzida autonomia. No caso do Nissan por exemplo, os seus proprietários apenas conseguirão fazer um Porto-Lisboa a dois tempos, tendo que carregar por completo a meio caminho.

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Um Comentário

  1. Como se passou tanta coisa desde que isto foi escrito …
    Entretanto a Nissan deixou-nos, ou melhor, os nossos atuais políticos deixaram que a Nissan nos pudesse deixar facilmente, e foi para outras paragens fazer as ditas baterias.

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