Motete de Rosslyn
Quem leu ou viu O Código Da Vinci, conhece a capela escocesa de Rosslyn, que representa um papel crucial no enredo da trama urdida por Dan Brown. Ainda está para provar que a capela possa ter escondido a descendência de Cristo, no entanto, já se comprovou que durante 600 anos escondeu algo diferente: um código musical secreto nas suas paredes, que os especialistas Thomas Mitchell e o seu filho Stuart analisaram, e que é hoje interpretado, em estreia mundial, na própria capela.
Quatro cantores, acompanhados por oito músicos que executarão a peça em instrumentos medievais, vão interpretar o código decifrado, ao qual acrescentaram a letra de um hino contemporâneo.
Mitchell, é músico e ex-decifrador de códigos da Royal Air Force, o filho é pianista e compositor. Afirmam ter descoberto uma partitura encriptada – “música congelada no tempo pelo simbolismo”. Demoraram 27 anos a fazê-lo após terem ficado intrigados com 13 anjos músicos esculpidos detalhadamente nos arcos da capela e com os 213 cubos que os acompanhavam e que descreviam pautas geométricas. Pai e filho relacionaram as inscrições com um antigo sistema de composição – os cimáticos ou pautas Chladni, que são compostos por ondas de som com tons determinados. Thomas e Stuart Mitchell compararam, em seguida, a pauta dos cubos com um tom Chladni e assim conseguiram decifrar o código, baptizando a peça, que será ouvida hoje pela primeira vez como Motete de Rosslyn.
Diário Digital

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