Neptuno na Horta precisa-se em terra

Apenas dois anos depois, o fotógrafo descobriu numa das fotos, que a rebentação formava uma figura humana.

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Vi esta foto pela primeira vez no meu primeiro ou segundo ano de faculdade, em Gualtar, na Universidade do Minho, aquando de uma qualquer mostra sobre os Açores.

Neptuno na Horta precisa-se em terra

A foto estava identificada como sendo Neptuno na Horta.

Na falésia, defronte da cidade da Horta, a rebentação criou uma imagem, que muito se aproxima de uma representação humana, e ainda mais da forma como tinha visto anteriormente reproduzido Neptuno – o Deus do Mar, na mitologia romana.

Estava de tal modo ampliada que o impacto era bastante forte e aproximava-se mesmo muitíssimo das representações que tinha visto de Neptuno.

Hoje, quando o mau temo nos Açores teve honras de abertura de espaços noticiosos, lembrei-me da foto que me tinha impressionado há já (pasme-se!) quase 25 anos atrás.

Fui procura-la e além disso encontrei a história que, ou esqueci, ou nunca cheguei a conhecer: a imagem foi capturada a 15 de fevereiro de 1986, quando se deu uma das maiores, ou mesmo a maior tempestade do século passado nos Açores, com ventos que atingiram os 250 km/h.

O fotógrafo que capturou o momento, tirou várias fotos durante e após a tempestade, preservando em filme ondas que chegaram aos 20 metros de altura e uma rebentação no local, que chegou a atingir 60 metros.

Mas só dois anos após a tempestade, e depois de ampliar duas dessas fotos, José Henrique Azevedo descobriu numa delas que na rebentação da onda, se tinha formado uma figura humana onde era percetível o cabelo, o nariz, os olhos, a boca e até barba em tufos, batizando logo ali a figura com sendo o “Neptuno na Horta”.

Se há cerca de trinta anos atrás, a tempestade trouxe o Deus do Mar, esta de agora bem poderia trazer com ela um Deus da Terra, um verdadeiro líder que pudesse por termo a este purgatório (para ser meigo), onde nos aprisionaram. E que esse Deus da Terra se distenda dos Açores para o Continente.